Aqui não importa quem preside o Supremo!
- Marcos Vinicios de Jesus Morais

- 3 de mar. de 2025
- 2 min de leitura

Na quebrada, a Justiça nunca foi uma figura imparcial de olhos vendados. Aqui, o peso da lei sempre teve cor, classe e CEP. Para quem nasce e cresce na periferia, a justiça social não vem dos tribunais, mas da resistência diária, da luta por direitos básicos e do acesso ao conhecimento.
Não importa quem preside o Supremo Tribunal Federal se nas nossas ruas a violência policial continua sendo rotina, se o encarceramento em massa tem endereço certo e se a desigualdade segue sendo normalizada. Enquanto decisões de gabinete traçam os rumos do país, na favela, a batalha pela sobrevivência acontece no campo real.
O Estudo é Nosso Escudo, Nossa Defesa!
O sistema sempre tentou nos manter afastados do conhecimento, porque sabe que um povo consciente é um povo forte. Mas a educação é a ferramenta mais poderosa para virar o jogo. Quando um jovem da quebrada entra na faculdade de Direito, Medicina, Engenharia ou qualquer outro curso, ele não muda só a própria vida – ele abre caminhos para muitos outros.
Nosso protagonismo não pode ser um evento isolado. A ocupação de espaços de poder por pessoas negras e periféricas não é só uma questão de representatividade, mas de transformação estrutural. Precisamos estar nas universidades, nos tribunais, nas câmaras legislativas e nos espaços onde as decisões são tomadas.
A Justiça Que Queremos É a do Povo!
A justiça verdadeira não está escrita só nos códigos e leis, mas na prática diária de quem luta por equidade. Se o Estado nos nega direitos, nós os construímos coletivamente: na educação popular, na cultura, na economia solidária e na mobilização social.
A mudança não virá de cima para baixo. Ela começa na base, quando fortalecemos nossa comunidade, investimos no conhecimento e exigimos o que é nosso por direito.
Por isso, aqui não importa quem preside o Supremo, importa quem está na sala de aula, no movimento, no corre diário para construir um futuro onde a justiça seja para todos, não apenas para quem pode pagar por ela.
Simbora estudar e ocupar os espaços? A favela quer, pode, pois só assim vai vencer!





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